Don e Mimi Galvin pareciam estar vivendo o sonho americano. Após a Segunda Guerra Mundial, o trabalho de Don com a Força Aérea os trouxe para o Colorado, onde seus doze filhos se encaixaram perfeitamente no baby boom: o mais velho nasceu em 1945, o mais jovem em 1965. Naqueles anos, havia um roteiro estabelecido para uma família como os Galvins - aspiração, trabalho árduo, mobilidade ascendente, harmonia doméstica - e eles trabalharam duro para desempenhar seus papéis. Mas nos bastidores havia uma história diferente: colapso psicológico, violência súbita e chocante, abuso oculto. Em meados da década de 1970, seis dos dez meninos Galvin, um após o outro, foram diagnosticados como esquizofrênicos. Como tudo isso pôde acontecer com uma família? O que aconteceu dentro da casa na Hidden Valley Road foi tão extraordinário que os Galvins se tornaram uma das primeiras famílias a serem estudadas pelo Instituto Nacional de Saúde Mental. A história deles oferece uma história sombria da ciência da esquizofrenia, desde a era da institucionalização, da lobotomia e da mãe esquizofrenogênica até a busca por marcadores genéticos para a doença, sempre em meio a profundas divergências sobre a natureza da própria doença. E sem o conhecimento dos Galvins, amostras de seu DNA informaram décadas de pesquisas genéticas que continuam até hoje, oferecendo caminhos para o tratamento, a previsão e até a erradicação da doença para as gerações futuras.